A obra de Farago é fruto do convívio com seus arquétipos urbanos, o caminho percorrido pelo artista resulta numa linguagem que declara os símbolos como elementos para evocação do sentidos. Apesar do caos aparente, sua obra rompe o sensual sem perder a estética. Desafiando o pai da estética, Baumgarten, Farago consegue atingir a beleza e a perfeição, sem necessariamente ser absoluto. Pois os sentidos do espectador são levados a desvendar o ritmo de seu tempo. Desconstrução é uma declaração de amor à arquitetura, ao grafismo, ao design e aos objetos que se intrometem em nossos caminhos, muitas vezes ignorados pela pressa. Reunidos em um conjunto aparentemente desordenado, que se apresenta cheio de ritmo e com muita vitalidade, Farago revela-se também um exímio fotógrafo, um manipulador de imagens, e digitalmente compõe fotomontagens que sofrem a interferência de suas espontâneas pinceladas, revelando sua alma, se fazendo entender, declarando seu processo de criação.  O conjunto de suas fotomontagens digitais dispensa entendimento analítico, pois os signos são utilizados como textura que fazem o todo se apresentar como uma vigorosa composição, facilmente reconhecida pelos habituados sentidos cosmopolitas.

Milton Tortella
Artista visual, professor e publicitário.

 

A composição visual existente nas obras do artista, nos leva a transpor o universo da percepção estética presente em seu trabalho, através da luz, das formas e das cores que transfigura.
Sua pintura gestual, rompe as barreiras do finito quando se serve além das telas e pincéis, na incessante busca por elementos diversos que possam compor sua arte, num rompante de extremo talento e contemporaneidade.
Sua linguagem plástica se ajusta ao caráter singular de Farago, seu universo espacial e rítmico atraem o olhar, abrindo um diálogo entre obra e espectador.

Mônica Hernandes
Produtora Cultural

 

Os quadros de música do Farago parecem que foram rabiscados às 3 horas da manhã, naquele bar onde velhos amigos músicos, poetas, jornalistas e publicitários se encontram pra afogar as lembranças do dia anterior. Seu traço vigoroso é daquele diretor de arte que teve uma idéia genial e precisa, ansiosamente, passá-la pro primeiro guardanapo que estiver à sua frente. Depressa garçom, traga mais guardanapos pro meu amigo Farago!

Miguel Genovese
Publicitário

 

“Os quadros de Farago provam que a música tem cor! … impossível não ouvir a música das figuras. O obscuro perceptivo de seus traços, alguns quase “xilográficos“ contribuem na multiplicação o leque de interpretações individuais de sua obra”.

Edu Felistoque
Cineasta

 

Emoção para os olhos, mágica para os ouvidos.

Chegue mais perto, veja e ouça com atenção:
Pare e deixe-se levar, primeiro pelo olhar, depois pelos ouvidos. Note o som que nasce e vibra em cada cor, repare nas figuras e escute, elas são sonoras e expressam melodias, constroem um universo repleto de timbres e de tons, tudo através de fortes tonalidades visuais.
São marcantes estas canções que do invisível mundo da música tomam o universo do olhar, tomam formas, ganham cores.
Se os intrumentos aqui são pincéis e tintas, eles produzem e reproduzem outros instrumentos: cordas, metais, percussão. Tudo ganha uma nova realidade através do traço do artista que pinta versos na tela. Tela que é pauta, é palco, é luz e vai além das sete notas para expandir a vida, eternizada no tempo e no espaço e na escala de nossos mais profundos pensamentos musicais.

Ari Dias
Publicitário